Números divulgados pelo USDA reforçam ideia de queda na oferta de milho americana.
No relatório do dia 12/setembro/2022, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) referente à safra de milho americana, o processo de formação de grãos com dentes formados teve um aumento 14 pontos percentuais, 2 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 8 p.p. abaixo do número de 2021.
O processo de maturação teve um crescimento de 10 pontos percentuais, ficando 5 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 10 p.p. abaixo do ano passado. Foi relatado também o início da colheita de milho nos Estados Unidos, iniciando 1 p.p. acima da média, com 5% dos campos colhidos.
As condições das lavouras de milho caíram 1 p.p. semana passada, com diferença de 9 p.p. abaixo para a média dos últimos cinco anos e 5 p.p. abaixo do ano passado, reforçando a situação aquém do esperado para safra de milho nos EUA em 22/23.
O relatório de oferta e demanda (WASDE) de setembro/22 confirmou a pessimista sobre a safra nos EUA, ajustando o número de produtividade de milho para 180.46 sc/ha, queda de 1,7% em relação ao dado divulgado em agosto/22.
Geralmente, em setembro os números vistos no relatório são mais próximos do definitivo, apesar de alterações ainda poderem acontecer. Mas, caso o número de produtividade deste mês se confirme, a oferta de milho americana deve ver uma queda de 10 MM t em relação às estimativas de agosto/22 e 30 MM t menor que a temporada 2021/22.
Em termos relativos, o estoque final esperado para 22/23 representa 8,5% do consumo total norte-americano, apenas 31 dias do estoque contra 45 dias na média da última década – 2º valor mais baixo desde 2012. O cenário reforça a tese de firmeza nos preços globais de milho entre o final de 2022 e início de 2023.
Com esta redução vista na produção, o estoque cairá 12% em relação a previsão de agosto/22. Em termos relativos, o estoque final esperado para 22/23 representará 8,5% do consumo total norte-americano, que corresponde a 31 dias de estoque, e a média na última década foi de 45 dias, sendo assim, o 2° valor mais baixo desde 2012. Com isso, é reforçado a ideia de uma firmeza nos preços globais de milho entre o final de 2022 e o início de 2023.
Acompanhamento safra 2022/23 de milho no Brasil.
Com problemas externos, Céleres prevê a produção da safra de milho 2022/23 6% maior e margens maiores.
Apesar de um início de 2022 conturbado com a Guerra na Ucrânia, que criou incertezas quanto à oferta de insumos agrícolas pelo mundo, a situação no Brasil se normalizou com disponibilidade próxima da adequada para as safras de verão em 2022/23. Além disso, preços ainda remuneradores para o cultivo do milho em 2022/23 devem incentivar elevação de área plantada, sobretudo na safra de inverno.
Com um total de área plantada de 23,7 milhões de hectares de milho, 4,7 milhões de hectares na 1° safra e 18,3 milhões na 2°, a Céleres® indicou em seu último levantamento que os números de produção da safra 2022/23 ficarão em 130,8 milhões de toneladas do cereal, 28 milhões de toneladas na safra verão e 100,5 milhões na de inverno, 6% maior que a temporada passada.
Fonte: Céleres®.
Elaboração: Céleres®.
Atualizado em setembro/2022 | * Levantamento Céleres® Agosto
Acompanhamento de safra semanal EUA.
Condições de lavouras abaixo da média elevam a atenção do mercado para os números de produtividade que sairão em setembro.
No relatório do dia 08/agosto/2022, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), referente à safra de milho americana, os números de enchimento de grãos tiveram alta de 6 p.p. na semana, e se encontra apenas 1 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.
O processo de formação de grãos com dentes formados teve um aumento de 17 pontos percentuais, apenas 4 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos. E viu-se 15% das lavouras com processo de maturação finalizados, 3 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 4 p.p. abaixo do número de 2021.
As condições das lavouras de milho se mantiveram estáveis semana passada, apesar dos números de boas/excelentes ainda estarem 8 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos, o sexto pior número visto no século. Com isso, aumentam as expectativas de mais uma diminuição na produtividade de milho nos Estados Unidos no relatório de setembro/22 do USDA.
Em agosto no relatório de oferta e demanda do USDA (WASDE), o número de expectativa de produtividade de milho para a safra 2022/23 era de 11 t/ha, porém, devido a condições de lavouras abaixo da média, se espera números menores para a produtividade. A Céleres® indica uma produtividade de 10,52 t/ha para as lavouras de milho.
Caso confirmada a queda de produtividade prevista pela Céleres®, a oferta de milho americana poderia cair por volta de 16 MM t em relação às estimativas de agosto/22 do USDA, e 36 MM t menor que a temporada 2021/22.
Fonte: USDA.
Elaboração: Céleres®.
Atualizado em agosto/2022.
Como o silício influencia na produtividade do milho?
Qual a importância do uso?
Elemento que promove o fortalecimento da parede celular das folhas e dos caules permitindo que as plantas fiquem mais eretas e o aumento a área de exposição ao sol.
Como o Si age na folha?
O acúmulo de silício promove a formação de uma dupla camada, atuando como proteção física, a qual, pela redução transpiração faz com que a necessidade de água pelas plantas seja menor.
Existe duas principais formas as quais esse elemento contribui.
1.Pelo aumento da resistência ao estresse hídrico e salino
De maneira geral, protege contra estresses bióticos (pragas e doenças) e abióticos (salinidade; déficit hídrico, estresse térmico). O Si acumulado junto aos estômatos reduz a taxa de transpiração e o consumo de água pela planta (Horst & Marschner, 1978). A adubação silicatada contribui para a minimização os efeitos negativos. Em condições de salinidade, atua na preservação na parede celular ao estimular sistema antioxidante.
2. E pela Indução de resistência de pragas
A barreira física formada tem a capacidade de deformar o aparelho bucal das lagartas, dificultando sua alimentação, aumentando o canibalismo, diminuindo danos foliares e deixando-as mais expostas a atuação de inimigos naturais.
Fonte: Agronelli Soluções.
Saímos no Broadcast Agro!
Confira aqui o artigo completo:
Essa semana a Consultoria Céleres, responsável pela curadoria do projeto Getap, foi destaque no Broadcast Agro, do Estadão, depois de revisar sua previsão de produção de soja no Brasil. E o que isso tem a ver com o Getap?
O cenário se repete para o milho. Com total de área plantada em 23,7 milhões de toneladas, a produção de milho total deve alcançar 130,8 milhões de toneladas.
Os primeiros sinais da oferta mundial de milho em 2022/23!
Problemas climáticos no hemisfério norte devem limitar a oferta de milho no ciclo 2022/23 e abrir oportunidade para o milho brasileiro.
Conforme a safra de milho se desenvolve nos EUA, as notícias de campo alimentam expectativas de produtividade abaixo do esperado para safra em função das altas temperaturas e chuvas abaixo da normalidade em parte do Corn Belt. Com apenas 57% das lavouras em boas ou excelentes condições em 22/08 – 4ª pior situação deste século para essa data, a produção do cereal deve passar por ajustes ainda mais relevantes.
O cenário se alinha com reduções da oferta na Europa Ocidental, diante das fortes ondas de calor nos últimos meses, e da diminuição da produção no Leste Europeu em função dos conflitos entre Ucrânia e Rússia. No último levantamento, a estimativa do USDA para produção da União Europeia em 2022/23 foi reduzida de 68 MM t para 60 MM t.
Se não bastasse, as condições de produtividade na China – 2º maior produtor global do cereal, passam a ser colocadas em xeque, o que limitaria ainda mais a oferta global em 2022 e 2023. Na estimativa mais pessimista, espera-se que a oferta global do cereal possa ser quase 50 MM t menores em relação à estimativa base e 90 MM t em relação ao ciclo passado.
Para o Brasil, os desafios de abastecimento global de milho se colocam como oportunidades já no curto prazo, tendo potencial de elevar ainda mais as exportações nacionais. Frente a menor disponibilidade milho mundo afora e à safra cheia de inverno no Brasil, a Céleres® estima que os embarques do ciclo 2021/22 (março/22 – fevereiro/23) em 43 milhões de toneladas, mais do que o dobro do ciclo anterior. Não se descarta a possibilidade de embarques brasileiros para China mesmo que em volumes limitados, se a frustração da produção naquele país continuar.
Nas trilhas das análises anteriores, a expectativa de menor oferta global para o próximo ciclo reforça a tese de cotações neutras ou maiores para os preços internacionais do milho no decorrer do segundo semestre de 2022, mesmo com a instabilidade do lado financeiro internacional e com a sazonalidade de colheita no EUA em meados de setembro e outubro.
A produtividade das lavouras de milho pode ter grande queda devido às condições das plantações.
De acordo com o relatório semanal referente à evolução de safra de milho americano do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), do dia 29/agosto/2022, o processo de floração do milho terminou em todos os estados, enquanto os números de enchimento de grãos tiveram alta de 11 pontos percentuais, 2 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.
O processo de formação de grãos com dentes formados subiu 15 p.p. semana passada, estando 6 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 10 p.p. abaixo do número do ano passado. E por fim, o processo de maturação que começou a ser relatado pelo USDA no penúltimo relatório, subiu agora 4 pontos percentuais, mesmo número visto em 2021 neste período.
Sobre o número de condição de colheita, houve queda de 1 p.p. do número de lavouras em boas/excelentes condições, ficando 8 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 6 p.p. abaixo do número visto ano passado. Este resultado é o quarto pior número visto nos últimos 20 anos, e devido a isso, cresce a tese de uma possível queda de produtividade de milho na safra 22/23.
Os números de produtividade divulgados pelo USDA no relatório de oferta e demanda de agosto/22, mostraram uma produtividade esperada de 175,4 bu/acre, porém, o mercado espera números mais pessimistas devido às condições de lavoura. O CropTour da Profarmer divulgou a expectativa de 168,1 bu/acre para a safra de milho, acompanhando as expectativas do mercado, que já se mostram reações no aumento dos preços internacionais de milho na última semana de agosto/2022.
Fonte: USDA. Elaboração: Céleres®. Atualizado em agosto/2022.
Fonte: USDA. Elaboração: Céleres®. Atualizado em agosto/2022.
Entenda de maneira rápida o estresse hídrico do milho segunda safra.
O que é estresse hídrico?
Quando a água disponível no solo reduz a níveis que diminuem a absorção nas plantas, e sua ausência pode afetar a produtividade consequentemente levá-la a morte.
O que influencia a indisponibilidade de água?
Segundo o agrometeorologista, o fenômeno La niña vem influenciando à agricultura (SANTOS, 2022), e possivelmente se estender até o final de 2022, atuando em 2023. Este fenômeno é responsável pela maior parte do resfriamento oceânico. Neste sentido, devido ao aumento dos ventos alísios, afeta a região Sul do país devido às chuvas cada vez menos frequentes, pode comprometer a produtividade e atrasar o cronograma do milho segunda safra. Enquanto na região do Nordeste as possíveis chuvas acima da média. Marco alerta que, “Plantios de milho que ocorrem em Minas Gerais e Goiás durante março, sofrerão bastante. Se houver uma quebra no milho, essa quebra vem para o leste e nordeste de Goiás e no cerrado mineiro, onde realimente pode faltar chuva”.
Quais as consequências do déficit hídrico?
- Menor atividade fotossintética;
- Grãos mais leves;
- Crescimento vegetativo mais lento;
- Menor produção;
- Redução do vigor e da germinação e
- maior susceptibilidade ao ataque de pragas e doenças.
Como minimizar estresse hídrico?
- Uso de cultivares cm ciclo adequado à janela de plantio (Estratégia enfrentamento);
- Uso de irrigação;
- Plantio em determinada época a fim de não coincidir o período crítico a estresse hídrico (Estratégia escape) e
- Aplicação de Silício (Si).
Fonte: Sementes Biomatrix
USDA relata mais quedas na qualidade das lavouras de milho americanas e mercados se tornam mais pessimistas.
De acordo com o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) do dia 22/agosto/2022, referente aos estágios da colheita de milho americana, o processo de floração de milho avança 3 p.p. esta semana e está muito próximo do fim.
Em Illinois e Iowa, os principais produtores de milho da país, os números de floração não tiveram grandes avanços em relação ao último relatório, portanto estão apenas por volta de 3 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.
Sobre o processo de enchimento de grãos, o avanço foi de 13 pontos percentuais, atingindo ¾ desta etapa finalizada, e ficando atrás 4 p.p. da média dos últimos cinco anos e 8 p.p. abaixo do número visto em 2021. O estado de Iowa se encontra 2 p.p. acima da média dos últimos cinco anos.
Sobre o processo de formação de grãos com dentes já formados, houve um acréscimo de 15% semana passada, ficando 4 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 7 p.p. abaixo do ano passado. Ademais, o relatório trouxe os primeiros dados de milho em maturação no ano de 2022, no qual 4% das lavouras já finalizaram esta etapa e em breve estarão prontas para serem colhidas.
Os mercados mais uma vez se assustam com as notícias trazidas pelo USDA, no qual, notou-se mais uma queda na qualidade das lavouras de milho nos Estados Unidos, levantando ainda mais expectativas pessimistas para a produtividade da safra de milho 2022/23. Os números de plantações em boas/excelentes condições estão 8 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos e 5 p.p. abaixo do número de 2021.